Em outubro de 1982, fecharam as comportas de uma barragem no rio Paraná. Em 14 dias, a água subiu até cobrir os saltos de Sete Quedas, uma das maiores cachoeiras do mundo em volume de água. Quatro anos antes, os mesmos construtores tinham feito o contrário: tirado o rio do leito para trabalhar no seco.
A Usina de Itaipu fica entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e Hernandarias, no Paraguai, e é metade de cada país, por tratado. Esta página conta como ela foi erguida, quem ficou no caminho e o que até hoje não tem número firme.
FICHAFicha da obra
| Contexto | Nos anos 1960, Brasil e Paraguai disputavam a área de Sete Quedas, na fronteira. A Ata do Iguaçu, de 22/06/1966, assinada em Foz do Iguaçu pelos chanceleres Juracy Magalhães e Raúl Sapena Pastor, encerrou a crise e previu estudar o aproveitamento do rio Paraná até a foz do Iguaçu. | 2+ fontes |
|---|---|---|
| Tratado | Tratado de Itaipu, 26/04/1973, Brasília, Brasil, assinado por Mário Gibson Barboza e Raúl Sapena Pastor. Cria uma entidade binacional com capital de US$ 100 milhões em partes iguais (Eletrobras e ANDE) e divide a energia em partes iguais.capital e divisão da energia lidos no texto do Tratado | 2+ fontes |
| Entidade | Itaipu Binacional constituída em 17/05/1974. | 2+ fontes |
| Construtoras | Unicon (obras civis da margem brasileira), Conempa (margem paraguaia) e Itamon/CIE (montagem eletromecânica).a composição exata de cada consórcio não foi conferida | 2+ fontes |
| Prazo | Obras a partir de 1975; rio desviado em 20/10/1978; comportas fechadas em 13/10/1982; primeira unidade gerando em 05/05/1984; inauguração em 25/10/1984. A 18ª unidade entrou em 1991; a 19ª e a 20ª, em 2006 e 2007.o mês de início em 1975 diverge: janeiro ou outubro | 2+ fontes |
| Operários no pico | Quase 32 mil no canteiro em 1978, segundo os registros das construtoras citados por pesquisadores e pela Agência Pública; cerca de 40 mil, segundo a Itaipu, contando canteiro e escritórios de apoio no Brasil e no Paraguai. | diverge |
| Operários ao todo | Mais de 100 mil passaram pela obra; entre 1978 e 1981, até 5 mil eram contratados por mês. Cerca de 70% brasileiros e 30% paraguaios.a proporção por país vem de uma fonte só | 2+ fontes |
| Condições | Vilas separadas por cargo; vigilância sobre os trabalhadores por uma assessoria de segurança ligada aos órgãos de informação da ditadura; jornadas de até 16 horas relatadas por ex-trabalhadores, sem documento; greves com tropas no canteiro em 1987. | 1 fonte |
| Mortes de operários | 106, estimativa da própria Itaipu para 1978–1984. Para 1975–1977 e 1985–1991 não há número oficial. Outras contagens: 40 em 1975–1979 (tese de Ivone Lima, 2004); 56 em 1976–1981, só na Unicon (boletim do consórcio); 138 (livro de Tão Gomes Pinto, 2009); até 800 (ex-técnico de segurança da obra); cerca de mil (fonte anônima da Itaipu à agência EFE, 2013).o número 149, que circula em sites em inglês, não tem origem | diverge |
| Acidentes | 43.530 acidentes de trabalho entre 1978 e 1984, brasileiros e paraguaios, segundo estimativa da Itaipu. Em 17/12/1981, a queda da lança de um guindaste matou 5 operários. | 1 fonte |
| Custo | Cerca de US$ 12 bilhões (Memória da Eletricidade) ou cerca de US$ 14 bilhões (Itaipu, que fala em US$ 16 bilhões com juros e inflação do período), em dólares da época. A dívida, quitada em 28/02/2023, somou cerca de US$ 63 bilhões pagos, dos quais 27,9 bilhões em encargos: não é o custo da obra.nenhum valor convertido para dinheiro de hoje | diverge |
| Material | Mais de 12 milhões de m³ de concreto (a Itaipu dá 12,3, 12,6 e 12,7 milhões); 481.074 t de aço; mais de 50 milhões de m³ de terra e rocha escavados.o aço é dado técnico da Itaipu, fonte única | diverge |
| Máquinas | 20 unidades de 700 MW: 10 em 50 Hz, a frequência do Paraguai, e 10 em 60 Hz, a do Brasil. | 2+ fontes |
| Desapropriados | No Brasil, 8.519 propriedades (6.913 rurais e 1.606 urbanas), cerca de 101 mil hectares e cerca de 42 mil pessoas; outras fontes falam em 40 mil ou 60 mil atingidos. No Paraguai, o número de desapropriados não indígenas não foi registrado nas fontes consultadas. | diverge |
| Avá-Guarani | Em 1977, um grupo de trabalho da Funai e do Incra reconheceu só 11 famílias, 27 pessoas. Em 2025, acordo homologado no STF prevê 3 mil hectares e R$ 240 milhões da Itaipu; em 29/10/2025, União, Funai, Incra e Itaipu publicaram pedido de desculpas.a contagem de 1977 vem do relatório da Comissão Estadual da Verdade do Paraná | 2+ fontes |
| Depois | Recorde mundial de produção anual em 2016, com 103.098.366 MWh, superado pela chinesa Três Gargantas em 2020. A revisão do Anexo C do Tratado, prevista a partir de 2023, seguia sem acordo em setembro de 2026. | 2+ fontes |
01Uma fronteira em cima da cachoeira
O problema começou como disputa de mapa. Nos anos 1960, Brasil e Paraguai disputavam a área dos saltos de Sete Quedas, entre Guaíra, no Paraná, Brasil, e Salto del Guairá, no Paraguai. A saída veio em 22 de junho de 1966: a Ata do Iguaçu, negociada a partir de Porto Presidente Stroessner (hoje Ciudad del Este, Paraguai) e assinada em Foz do Iguaçu, Brasil, trocou a briga pela fronteira por um projeto comum, o aproveitamento do rio Paraná.
Sete anos depois, em 26 de abril de 1973, em Brasília, os chanceleres Mário Gibson Barboza e Raúl Sapena Pastor assinaram o Tratado de Itaipu. O texto cria uma entidade com dono duplo: a Itaipu Binacional, constituída em 17 de maio de 1974, com capital de 100 milhões de dólares dividido em partes iguais e intransferíveis entre a Eletrobras e a paraguaia ANDE. A energia também seria dividida ao meio, e cada país teria direito de comprar o que o outro não usasse.
A divisão chegou às máquinas. O Paraguai usa corrente em 50 hertz; o Brasil, em 60. Por isso a usina tem 20 unidades de 700 megawatts, metade girando num ritmo e metade no outro, para um total de 14.000 megawatts.
02Tirar o rio do lugar
Uma barragem não se constrói dentro da correnteza. Para trabalhar no leito do rio Paraná, os engenheiros abriram um canal de desvio na margem: cerca de 2 km de comprimento, 150 m de largura e 90 m de profundidade, segundo a Itaipu. Duas ensecadeiras, arcos de concreto, seguravam a água fora do canal enquanto ele era escavado.
Em 20 de outubro de 1978, 58 toneladas de explosivos derrubaram as duas ensecadeiras, e o rio passou a correr pelo caminho novo. Os presidentes Ernesto Geisel e Alfredo Stroessner se encontraram no meio da Ponte da Amizade e acionaram a chave juntos. Com o leito seco, começou a barragem propriamente dita.
Ao fim, a obra escavou mais de 50 milhões de metros cúbicos de terra e rocha e consumiu mais de 12 milhões de metros cúbicos de concreto. A própria Itaipu publica três números para o concreto, 12,3, 12,6 e 12,7 milhões, sem explicar a diferença. A barragem, somados os trechos de concreto, enrocamento e terra, chega a 7.919 m de extensão e 196 m de altura.
03O canteiro
Quantos homens trabalharam ao mesmo tempo depende de quem conta. Os registros das construtoras, citados pelos historiadores Pedro Henrique Pedreira Campos e Valdir Sessi e pela Agência Pública, dão quase 32 mil no canteiro em 1978. A Itaipu fala em cerca de 40 mil, somando o canteiro e os escritórios de apoio nos dois países. Pela rotatividade, mais de 100 mil pessoas passaram pela obra.
A obra era também uma cidade dividida. Em Foz do Iguaçu, a Vila A abrigava técnicos e administrativos; a Vila B, a alta chefia; a Vila C, os operários de menor qualificação. Muitos não eram barrageiros de carreira, mas lavradores da região trazidos por agenciadores.
E era vigiada. Pesquisas acadêmicas documentam que a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Itaipu, presente dos dois lados da fronteira, espionava trabalhadores e trocava informações com órgãos de informação e repressão da ditadura, como o SNI e o DOPS. A guarda da usina vestia marrom, e os operários a chamavam de Guarda Marrom. Greves só ganharam corpo depois da fundação do sindicato local, em 1986; nas de 1987 houve tropas e veículos militares no canteiro.
04A conta dos mortos
Não existe um número oficial de mortos para a obra inteira. O que a Itaipu Binacional informou, por escrito, à Agência Pública em 2023 foi uma estimativa: 43.530 acidentes de trabalho entre 1978 e 1984, brasileiros e paraguaios, dos quais 106 fatais. Para 1975 a 1977 e para 1985 a 1991, quando as máquinas continuaram a ser montadas, a empresa não deu número.
Outras contagens existem, todas parciais. A tese da historiadora Ivone Lima, de 2004, chega a 40 mortes entre 1975 e 1979; um boletim interno do consórcio Unicon soma 56 entre 1976 e 1981, só na margem brasileira; o jornalista Tão Gomes Pinto fala em 138. Um ex-técnico de segurança da obra disse à Pública que a equipe dele contou até 800, num levantamento que se perdeu. Uma fonte anônima da Itaipu falou à agência EFE, em 2013, em cerca de mil, somando acidentes e doenças do trabalho.
Entre os casos com data está o de 17 de dezembro de 1981: a lança de um guindaste se rompeu e matou 5 operários. Pesquisadores registraram também relatos de vítimas levadas ao hospital para que a morte não constasse como ocorrida no canteiro, o que dificultava a indenização.
05Catorze dias
Sete Quedas não eram sete saltos. Eram 18 ou 19, conforme a fonte, arrumados em sete grupos, com uma vazão citada de cerca de 13.300 m³ por segundo. O Parque Nacional que as protegia foi extinto em 4 de julho de 1981. Em 17 de janeiro de 1982, uma passarela superlotada sobre um dos saltos desabou e matou 32 turistas.
A despedida foi pública. Entre 23 e 25 de julho de 1982, entidades ambientalistas reuniram milhares de pessoas no parque, no Quarup Adeus Sete Quedas. Em 9 de setembro, Carlos Drummond de Andrade publicou no Jornal do Brasil a crônica "Adeus a Sete Quedas".
Em 13 de outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas. Ajudada por uma cheia, a água encheu o reservatório e, até 27 de outubro, cobriu as quedas. No mesmo dia do fechamento começou a operação Mymba Kuera, "os animais" em guarani, que até 10 de janeiro de 1983 resgatou mais de 30 mil bichos: 36 mil, segundo a Itaipu; quase 39 mil, segundo a BBC News Brasil, somando os dois lados.
06Quem estava no caminho
O lago de 1.350 km² cobriu terra habitada. Do lado brasileiro, foram atingidas 8.519 propriedades, 6.913 rurais e 1.606 urbanas, cerca de 101 mil hectares. O número de pessoas varia com o método: cerca de 42 mil, 40 mil ou 60 mil atingidos, conforme a fonte. Segundo a Comissão Estadual da Verdade do Paraná, a Itaipu indenizou primeiro escolas, igrejas, hospitais e comércio, esvaziando as comunidades. Do lado paraguaio, o total de desapropriados não indígenas não aparece nas fontes consultadas.
Para os Avá-Guarani, a conta foi ainda mais curta. Em 1977, um grupo de trabalho da Funai e do Incra reconheceu apenas 11 famílias indígenas, 27 pessoas, número que a Comissão da Verdade do Paraná chama de falseamento da realidade. Os Guarani reivindicavam 1.500 hectares; receberam, em 1982, uma área registrada de 231,88 hectares. Fotos de 1981, reveladas em 2017, mostram casas Guarani em chamas diante de funcionários.
A reparação veio quatro décadas depois. Em 24 de março de 2025, o STF homologou acordo que prevê a compra de 3 mil hectares para os Avá-Guarani, com R$ 240 milhões da Itaipu. Em 29 de outubro de 2025, a União, a Funai, o Incra e a Itaipu publicaram um pedido de desculpas pelas violações de direitos humanos cometidas contra esse povo.
07A usina e a conta que ficou
A primeira unidade gerou energia em 5 de maio de 1984, e a inauguração oficial, com Figueiredo e Stroessner, foi em 25 de outubro daquele ano. A 18ª unidade entrou em 1991; as duas últimas, em 2006 e 2007. Em 2016, Itaipu produziu 103.098.366 MWh, recorde mundial anual na época, superado pela chinesa Três Gargantas em 2020.
O custo da construção também tem mais de uma versão: cerca de 12 bilhões de dólares, segundo a Memória da Eletricidade, ou cerca de 14 bilhões, segundo a própria Itaipu. A dívida, quase toda financiada, foi quitada em 28 de fevereiro de 2023, depois de cerca de 63 bilhões de dólares pagos em cinquenta anos, dos quais 27,9 bilhões em juros e encargos.
Com a dívida paga, o Tratado previa rever as bases financeiras da usina, o chamado Anexo C. Em setembro de 2026, Brasil e Paraguai ainda não tinham chegado a um acordo.
MITOSO que circula e o que o registro diz
- O que circula
Morreram 149 operários, número oficial.
O que o registro dizO 149 aparece em sites em inglês sem nenhuma fonte. O número que a própria Itaipu deu, em 2023, é uma estimativa de 106 mortes entre 1978 e 1984; para os outros anos da obra não há número oficial.
- O que circula
Há operários enterrados no concreto da barragem.
O que o registro dizÉ uma memória persistente entre ex-trabalhadores, registrada por pesquisadores e pela Comissão Estadual da Verdade do Paraná como relato. Não há nome, caso ou documento.
- O que circula
Itaipu custou 63 bilhões de dólares.
O que o registro dizEsse é o total pago da dívida em cinquenta anos, com 27,9 bilhões de juros e encargos. A construção é estimada em cerca de 12 a 14 bilhões de dólares da época, conforme a fonte.
- O que circula
Itaipu é a maior usina do mundo.
O que o registro dizEm potência, Três Gargantas, na China, tem 22.500 MW contra 14.000; em produção anual, detém o recorde desde 2020. Itaipu teve o recorde anual em 2016.
- O que circula
Sete Quedas era a maior cachoeira do mundo em volume.
O que o registro dizA vazão de 13.300 m³/s repetida pelas fontes brasileiras não tem referência primária, e pela média citada outras quedas, como Boyoma, no Congo, a superam. O que se sustenta: uma das maiores do mundo em volume de água.
Itaipu: tiraram o rio do lugar, e em 14 dias uma cachoeira sumiu
Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.
FONTESFontes
- Tratado de Itaipu, promulgado pelo Decreto nº 72.707, de 28/08/1973 — planalto.gov.br
- Pedro Henrique Pedreira Campos e Rafael Vaz da Motta Brandão, “A construção da usina hidrelétrica de Itaipu durante a ditadura”, Projeto História (PUC-SP), v. 77, 2023 — revistas.pucsp.br
- Pedro Henrique Pedreira Campos, “Violações cometidas contra trabalhadores/as durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu: o caso dos acidentes de trabalho”, Revista NEP (UFPR), v. 9, n. 2, 2023 — revistas.ufpr.br
- André Borges, “Itaipu na ditadura: mais de 100 operários mortos e 43 mil acidentes na construção”, Agência Pública, 19/06/2023 — apublica.org
- Comissão Estadual da Verdade do Paraná “Teresa Urban”, relatório, 2017 (2ª versão, 2019), vol. 1 — justica.pr.gov.br
- Valdir Sessi, “O povo do abismo”: trabalhadores e o aparato repressivo durante a construção da Hidrelétrica de Itaipu (1974–1987), dissertação, Unioeste, 2015 — tede.unioeste.br
- Eduardo Gonçalves Ueda, História e memória dos trabalhadores brasileiros na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, TCC, UNILA, 2019 — dspace.unila.edu.br
- Paulo Brandi, “Itaipu Binacional meio século”, Memória da Eletricidade, 16/05/2024 — memoriadaeletricidade.com.br
- IEEE Milestone, “Itaipu Hydroelectric Power Plant, 1975–1984”, Engineering and Technology History Wiki — ethw.org
- Itaipu Binacional, “Nossa história” — itaipu.gov.br
- Itaipu Binacional, “Barragem” — itaipu.gov.br
- Itaipu Binacional, “Itaipu em números” — itaipu.gov.br
- H2FOZ, “Explosão do Canal de Desvio de Itaipu completa 40 anos”, 19/10/2018 — h2foz.com.br
- BBC News Brasil, “Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu”, 19/09/2026 (republicada por O Povo) — opovo.com.br
- Portal da Crônica Brasileira (IMS e Fundação Casa de Rui Barbosa), Carlos Drummond de Andrade, “Adeus a Sete Quedas”, Jornal do Brasil, 09/09/1982 — cronicabrasileira.org.br
- Gazeta do Povo, “Estado brasileiro e Itaipu pedem desculpas ao povo Avá-Guarani”, 29/10/2025 — gazetadopovo.com.br
- Agência Brasil, “Itaipu ultrapassa Três Gargantas e reassume liderança em produção”, dezembro de 2016 — agenciabrasil.ebc.com.br
- Robson Rodrigues, “Com negociação de Itaipu parada, Brasil avalia tarifa de US$ 15/kW em 2027”, CNN Brasil, 01/09/2026 — cnnbrasil.com.br
Imagens
- Fig. 01 — Itaipu vista do alto, com o reservatório atrás da barragem e o rio Paraná abaixo dela.: International Hydropower Association (IHA) · CC BY 2.0
- Fig. 02 — O rio Paraná no Salto das Sete Quedas, fotografado em 1929–1930, mais de cinquenta anos antes de o lago cobrir as quedas.: B. Rondon (Arquivo Nacional, Fundo Ministério da Guerra) · Domínio público
- Fig. 03 — O vertedouro de Itaipu com comportas abertas, em 2008.: Cmasi · CC BY-SA 4.0
- Fig. 04 — O reservatório de Itaipu em 2020: 1.350 km² de água onde antes corriam o rio e as quedas.: Falk2 · CC BY-SA 4.0